Morango do amor e os "Régis Tadeu" da gastronomia
A cada nova comida viral, os amargurados saem do esgoto para reclamar
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Fracettina
8/31/20252 min read


Estou atrasado no assunto morango do amor, já que o sucesso estrondoso já está entrando no esquecimento, junto com o Labubu (acho que o Bobbie Goodies ainda vai continuar sendo o mesmo sucesso para o público que gosta de colorir). Mas foi um período excelente para confeiteiras e confeiteiros, que com certeza viraram experts em caramelização e ainda faturaram bem com seus produtos.
O doce viral gerou uma movimentação enorme nas redes sociais, onde vários criadores de conteúdo compravam para provar e dar suas opiniões. Bom para os criadores, bom para os confeiteiros — algo positivo para todos os envolvidos, certo? Bem, teoricamente sim. O problema é que, quando surge um produto viral da gastronomia feito com LEITE CONDENSADO, eles aparecem: OS RÉGIS TADEU DA GASTRONOMIA! Você com certeza já topou com esses sujeitos, falando que brigadeiro é uma porcaria, que tudo com Oreo é ruim, que bolo de pote é “nojento”. Essas pessoas amarguradas se acham superiores aos confeiteiros que produzem esses doces e acreditam ter um paladar mais refinado que o de quem consome. Se você nunca cruzou com esses perfis, parabéns: eu invejo você.
Eu me pergunto: qual é a motivação de tratar um docinho como se fosse “lixo”, “porcaria”, “VENENO”? SIM, UM CHEF FRANCÊS BEM FAMOSO NA MÍDIA BRASILEIRA REPETE, EM TODA OPORTUNIDADE, QUE O NOSSO BRIGADEIRO É UM VENENO! Detalhe: a sobremesa mais conhecida dele é cheia de açúcar e manteiga — que, em excesso, qualquer um sabe que também não faz bem. Mas ninguém perde tempo “demonizando” o prato dele. Você pode não gostar de brigadeiro, morango do amor, bolo de pote e outros produtos da confeitaria popular brasileira; agora, tratá-los como vilões da saúde pública?! Talvez seja marketing barato… ou talvez só seja rancor mesmo.
Um docinho não é veneno nem lixo (aliás, nenhum alimento é lixo). Um docinho pode ser um conforto depois de um dia puxado, um abraço em um momento difícil, um agrado para alguém especial. O meu favorito, por exemplo, é qualquer um que eu coma no sofá, junto da minha amada Paloma, enquanto assistimos a um filme ou série.
Não seja um Régis Tadeu da gastronomia. A comida que você despreza pode ser exatamente o que torna o dia de alguém mais feliz. E, se a sua vida anda tão amarga a ponto de você concordar com esses azedos de plantão, aqui vai uma dica: respire fundo, sente no sofá e coma um docinho. Vai melhorar — ou agora, ou quando você finalmente sair da adolescência. ;D
